sexta-feira, 11 de abril de 2008

Grr!

[on] De vez em quando as coisas resolvem conspirar contra você. É uma merda.
Você pode achar que não, mas eu tenho problemas com os meus 'amiguinhos',ok? E não, não quero falar sobre eles. Não depois de você quase arrancar minhas tripas pelas orelhas (Y)
Foda-se?
Vou curtir o chão geladinho.[off]

Quero sóo ver minhas notas.. A casa vai cair e já tou vendo quem vai ficar no fundo.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Carta perdida no tempo


Tento mostrar-lhe por meio desta o quanto quero ser alguém melhor. Queria entender de tudo o que você fala, gostar do que você gosta e saber o que você não sabe só para te surpreender. Queria que você visse coisas maravilhosas em mim assim como eu vejo em você, mas parece pedir demais. Queria poder te abraçar toda vez que te vejo sem deixar transparecer que sou completamente louca por você. Queria muitas coisas, mas o que eu mais quero é que você seja feliz. :)

..Porque tirando tudo o que penso eu só penso em você.
[Sem destinatário]

Narrando


Milhões de penas negras caiam do céu, o homem as observava ir em direção ao fundo da cratera em câmera lenta, o rastro de destruição se perdia no horizonte e ele tentava não ver.
Os tocos de árvores e a terra queimada deixava o lugar com um ar desprezível, o homem chutou uma pedra na cratera mas não ouviu barulho algum, encarou as mãos sujas e uma música começou baixinho em sua cabeça.
- We are the monsters, we are the monsters..


quinta-feira, 3 de abril de 2008

'Não importa maix'


- Porque eu te amo, droga!
Os dois se calaram.
- Diga mais alto. – Ele pediu.
- Eu.. eu te amo. – Disse ela corando e aumentando ligeiramente a voz.
Ele a puxou para si e a abraçou como se tivesse medo de que ela sumisse. Ela estava meio assustada ali, mas deixou-se abraçar. Nenhum dos dois queria realmente continuar com a briga, era besteira, só queriam ficar ali e curtir a companhia um do outro.
- Eu também. – Ele sussurrou.
Ela sorriu um sorriso maroto e o encarou.
- Diga mais alto.
Ele olhou fundo nos olhos dela.
- Eu amo você. – Ele disse pausadamente.
Os olhos verdes dela se encheram d’água, os olhos negros dele gritavam o quanto ele precisava dela. Fecharam os olhos simultaneamente, os sorrisos se encontraram e deram lugar a um beijo suave. As lágrimas rolaram contentes dos olhos da garota, ela explodia de felicidade, como era bom estar com ele novamente. Ele passava os dedos compridos pela nuca da garota e curtia seu cheiro, não sabia descrevê-lo, só sabia que se fosse uma cor seria violeta.
O velho rádio de pilha presenciava o momento e dançava no ritmo de Divina Comédia, todo aquele clima praiano entrava pela janela do quarto e se chocava com o casal, sorrisos foram, olhares vieram e eles sairam para curtir o sol carioca.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Papel de bala

Passou a mão na cabeça latejante e a afundou nos braços cruzados sobre a mesa, passou algum tempo curtindo a sensação de seu nariz tocando na madeira fria, respirou fundo e resolveu voltar para a aula. Encarou o quadro de giz e a professora baixinha que andava de um lado para o outro sobre o batente na frente da sala, deu uma breve olhada nos colegas que atiravam qualquer coisa uns aos outros e suspirou. Tédio. Um par de olhos conhecidos se encontrou com os dela.
- Tudo bem?
A garota pensou um pouco.
- É. Tudo.
- Mesmo? - A segunda perguntou.
- Mesmo. - Assegurou, fechou os olhos e voltou sua atenção para os neurônios que estavam prestes a explodir dentro de sua cabeça.
- É, você parece ótima. - A segunda rebateu, irônica.
- Pareço? Nossa, eu finjo bem.
- Pois é, engraçadinha. E aí, vai me contar o que tá pegando?
- Quando eu descobrir te aviso. Coisa do momento, eu sei lá.
- Maldita puberdade! - A segunda brincou.
- Pois é. Sempre culpa dela! - A primeira sorriu.
Os olhos sorridentes se admiraram por um tempo.
- Será que as mocinhas podem me dizer qual é a graça? - A mulher baixa que resmungava qualquer coisa na frente da sala voltou sua atenção para as duas garotas.
- Nenhuma, professora. - A primeira afirmou.
- É. Deve ser a puberdade. - A segunda brincou.
A mulher baixa resmungou algo do tipo 'odeio adolescentes' e voltou a sua monótona explicação. As garotas riram para elas mesmas e voltaram a se concentrar em coisas interessantes como a mosca que sobrevoava as mochilas ou aquele belo papel de bala caido.