Te contei que hoje eu acordei e o sol sorriu p'ra mim?
Quando fui sair de casa o arco-íris grudou no meu cabelo e as nuvens acariciaram meu rosto.
Encontrei esse cara no meio do caminho, tão gentil, lhe entreguei meu coração.
O cara levou com ele não só meu coração mas também o sorriso do sol, o arco-íris do meu cabelo e o toque das nuvens na minha pele.
Caminhei na vida por algumas ruas e voltei a encontrar o tal cara. Estava mais bonito e usava meu coração no pescoço como um pingente.
Perguntei a ele por onde esteve e porque levara tanto de mim com ele.
Ele me disse que só estava pegando o que era dele por direito.
Seu coração ele havia me dado há muito; o sorriso que ele havia me sorrido roubei; o colorido de seus olhos eu usava no cabelo como fitas e seu toque suave era como o das nuvens.
Percebi que não havia sol ou nuvem me presenteado.
Minha mãe sempre me disse que não podemos ficar com o que não é nosso.
Chorei lágrimas peroladas.
Ele se aproximou, achei que fosse tirar até as lágrimas de mim.
Acariciou meu rosto e me estendeu coração.
O coração não era mais dele ou meu, era nosso.
Nos abraçamos naquela rua vazia enquanto o sol, as cores, o calor e o mundo dançavam sob nossos pés.