quarta-feira, 10 de março de 2010

DAY 01

Vagando pela internet ao invés de estudar geografia,encontrei uma daquelas correntes bobinhas e resolvi aderir. Hoje: day1 - minha música favorita (no momento) Build me up buttercup - Julia Nunes. :)

Day 01 - Your favorite song
Day 02 - Your least favorite song
Day 03 - A song that makes you happy
Day 04 - A song that makes you sad
Day 05 - A song that reminds you of someone
Day 06 - A song that reminds of you of somewhere
Day 07 - A song that reminds you of a certain event
Day 08 - A song that you know all the words to
Day 09 - A song that you can dance to
Day 10 - A song that makes you fall asleep
Day 11 - A song from your favorite band
Day 12 - A song from a band you hate
Day 13 - A song that is a guilty pleasure
Day 14 - A song that no one would expect you to love
Day 15 - A song that describes you
Day 16 - A song that you used to love but now hate
Day 17 - A song that you hear often on the radio
Day 18 - A song that you wish you heard on the radio
Day 19 - A song from your favorite album
Day 20 - A song that you listen to when you’re angry
Day 21 - A song that you listen to when you’re happy
Day 22 - A song that you listen to when you’re sad
Day 23 - A song that you want to play at your wedding
Day 24 - A song that you want to play at your funeral
Day 25 - A song that makes you laugh
Day 26 - A song that you can play on an instrument
Day 27 - A song that you wish you could play
Day 28 - A song that makes you feel guilty
Day 29 - A song from your childhood
Day 30 - Your favorite song at this time last year

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Raiva. Correndo no sangue com a adrenalina, raiva tanta que faz as pernas tremerem, raiva essa que te faz querer agir. Meus pés querem destroçar o painel do carro, minha garganta quer sangrar gritando, mas eu não obedeço os impulsos, eu respiro, mordo minhas próprias bochechas com uma fúria discreta, aperto os nós dos dedos e espero. Espero. O carro pára, os faróis se apagam, espero pacientemente junto à porta pela chave que não está sob o meu domínio - cogito dormir no quintal, perto do carro, mas a ideia com a mesma rapidez que vem, se vai - a porta se abre e eu entro com urgência, subo e fecho a outra porta atrás de mim, a do quarto, com delicadeza. Desisto, a abro e bato com força, num movimento rápido. Em minha fortaleza, os gritos e lágrimas e palavrões e soluços vem todos de uma vez, de dentro pra fora, queimando de um jeito novo, diferente do jeito com o qual eu me acostumei. Desatravesso a porta e grito no corredor, volto, vou, volto. E me tranco de vez para deixar o tempo passar, franzindo o cenho, devagar e sempre. Raiva.
Ela continua agindo, mesmo depois que os impulsos cessam.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Existência

Pessoas se juntam num lugar que chamam de deles; com outras pessoas que chamam de família; decidem compartilhar as coisas (salvo exceções, claro); optam por uma divisão hierárquica dando maior importância à idade e não realmente ao que tem a dizer; fragmentam seus dias em séries de momentos não-prazerosos, segundo eles mesmos, em nome uns dos outros; quando chega a noite e todos se reúnem no lugar comum, se separam por estarem cansados demais para conviver, pela série de coisas desgastantes que fizeram durante o dia (sempre por amor, lógico). Não ter voz, contato ou tempo num sistema desses, tão falho, é normal. O que não se faz pelo amor?
Que bom que é normal, se não fosse acho que eu deveria me preocupar. Ufa.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Masterpiece Theater III

Não pude me expressar por estar com a boca cheia de estrelas, os segredos inflavam e subiam como balões enquanto eu assistia. Ele costumava ser meu melhor amigo. Tocou meu braço e eu voltei minha atenção para seus olhos, eu sentiria uma falta verdadeira daqueles olhos. Ele me sorriu um sorriso tristonho e eu sabia o que ele queria dizer, e ele sabia o que eu responderia, então não dissemos nada.Vencendo milhões de barreiras internas e externas, o abracei. Que se fodesse o resto. Ele afundou o rosto no meu ombro.
Please just follow me.
What you want, what you need..
Please just follow me.
I'm right beside you..
I'm not sick of you yet.
Capturei rapidamente um par de lágrimas malandras que escorreram dos meus olhos, ele notou, riu, também chorava. Peguei a mochila no chão para ajuda-lo, fomos até o carro e as nuvens todas nos saudaram, orgulhosas.
I don't know how it got this way.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A riot in me

Isso cresce gradativamente à cada dia passante, olhando mais de perto é como se um feixe de luz, que no ângulo certo e com o objeto necessário, pode se perceber o zibilhão de cores escondidas. Frágil como um elefante de patins, lindo como qualquer coisa colorida o bastante para que seja indescritível, complicado como o infinito - que por ser simples demais, nos confunde -, necessário como o calor, inusitado como um novo dia. Talvez eu precise disso mais do que eu imagine.


4/11/09