domingo, 24 de janeiro de 2010

Masterpiece Theater III

Não pude me expressar por estar com a boca cheia de estrelas, os segredos inflavam e subiam como balões enquanto eu assistia. Ele costumava ser meu melhor amigo. Tocou meu braço e eu voltei minha atenção para seus olhos, eu sentiria uma falta verdadeira daqueles olhos. Ele me sorriu um sorriso tristonho e eu sabia o que ele queria dizer, e ele sabia o que eu responderia, então não dissemos nada.Vencendo milhões de barreiras internas e externas, o abracei. Que se fodesse o resto. Ele afundou o rosto no meu ombro.
Please just follow me.
What you want, what you need..
Please just follow me.
I'm right beside you..
I'm not sick of you yet.
Capturei rapidamente um par de lágrimas malandras que escorreram dos meus olhos, ele notou, riu, também chorava. Peguei a mochila no chão para ajuda-lo, fomos até o carro e as nuvens todas nos saudaram, orgulhosas.
I don't know how it got this way.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A riot in me

Isso cresce gradativamente à cada dia passante, olhando mais de perto é como se um feixe de luz, que no ângulo certo e com o objeto necessário, pode se perceber o zibilhão de cores escondidas. Frágil como um elefante de patins, lindo como qualquer coisa colorida o bastante para que seja indescritível, complicado como o infinito - que por ser simples demais, nos confunde -, necessário como o calor, inusitado como um novo dia. Talvez eu precise disso mais do que eu imagine.


4/11/09

sábado, 26 de dezembro de 2009

Anos atrás, em língua nordestina

À meia luz, todos se reuniam na praça sentados em cadeiras dobráveis dispostas em fileiras, o silêncio só era quebrado pelo barulho do filme rolando de dentro pra fora pra dentro do projetor. Uma melodia contente e constante começou, a imagem de um garoto andando em sua bicicletinha antiga se estabilizou na tela, a música pedalava com ele. O garoto usava um macacão surrado e uma boina, pedalava pela calçada desviando das pedras, um pássaro o acompanhou por alguns momentos, notas musicais saiam de seu bico, o garoto se balançava ao guidão, se divertindo com a música.
Depois da mesma árvore passar três vezes ao fundo, o garoto parou junto à um canteiro, examinou curioso e colheu uma flor. Ele levou a flor preto-e-branca ao nariz e sorriu satisfeito, montou de volta na bicicleta e pôs-se a pedalar com mais vigor. A cabeça balançando com a música, a flor cuidadosamente em sua mão direita, a outra guiando.. e ele desceu em frente a uma casa com uma cerca branca. Uma menina e seu rabo-de-cavalo apareceram à porta, ela sorriu e correu até o garoto, pulando graciosamente em seus braços. Ele tirou a flor de trás das costas, galante, e a estendeu à amiga, ela enrubesceu e tomou a flor em suas mãos. Andando vagarosamente e lançando olhares ao menino, a garota voltou à sua residência. O menino viu-se sozinho na calçada, sonhador, voltou a montar em sua bicicleta e pedalou. O pássaro que o seguira mais cedo voltou a planar sobre ele, com as mesmas notas musicais escapando do bico em movimento, e assim os dois voaram até o horizonte, o menino pedalando e o pássaro cantando.
Jovens, adultos e idosos levantaram de suas cadeiras metálicas aplaudindo com lágrimas nos olhos, enchendo a praça de assovios e gritos de aprovação, alguns pés descalços e infantis sapateavam frenéticos, a lua e as águas que assistiram também demonstravam sua emoção brilhando e enchendo os pulmões dos nativos de calor e fascínio. Nunca teria passado pela mente daquelas pessoas na beira daquela praia que um dia tal magia fosse se materializar na frente de seus olhos famintos.


Tomara que o 'abstraia o fato da música ser da Lily Allen' tenha ficado implícito.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

BFFFL

Seria possível toda a musicalidade de um ser se propagar pelo tempo e pelo espaço, viajando anos-luz e quebrando barreiras inimagináveis, e no fim encontrar uma outra compatível? Tudo e todos são diferentes, como as impressões digitais, agora vamos adotar o conceito de que todos tem uma alma-gêmea, qual seria a chance de encontra-la no meio de tantas pessoas infinitamente diferentes? Cada uma com suas particularidades. Agora tenha em mente o fato de que nós, seres humanos, temos a tendência de nos machucar; com essa delicada facilidade humana, quais as chances de que, depois de encontrar e criar laços com sua suposta alma-gêmea, ela continue com você? Os números vão caindo, não vão?
Tudo isso de compatibilidade, eternidade, cuidado, é meio assustador. Mas o trabalho compensa. Então, encontrando um alguém assim, não importa o nome que você dá, mãe, pai, melhor amiga, namorado, cachorro, vizinho, cuide. Não o deixe ir. Se esforce, se doe, se arrisque. Porque quando você tem realmente um alguém pra contar, um alguém que está inteiramente com você, o que mais importa?

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Morphine, drama, music and a cup of coffe

Don't let our time fly away, or melt through your fingers, I wish we could stay in 11 p.m. forever, I wouldn't mind. Your cold hands, could they hold me tighter? This dark dizzy merry-go-round is scaring me. I wish you could see it, I wish you could understand. I wish I could taste some of infinity, I wish I could get dizzy with you, I wish I could have a moment when the time wouldn't matter, a glass of water and a pain killer.

Walking after you.