terça-feira, 4 de agosto de 2009

Absolutamente

Na melhor das hipóteses, ouvindo as músicas mais altas, escandalosas e rápidas que estão disponíveis no universo dos iPods. Não é como se fosse algo mais do que está acontecendo, escreve todas as palavras que vem na cabeça, sem formar uma ordem cronológica, um sentido completo ou sem tentar agradar ninguém. Esse é o lance. Não agradar ninguém. Ser como tem que ser, fazer o que sentir que deve fazer, dançar onde e com quem quiser sem se reprimir. [não se reprima, não se reprima (8)]. Um monte de baboseiras maquiadas pra você pensar que nada está bem, tudo está bem, que nada está como não deveria ser. Sendo como for eu, você e os outros como nós já estão carecas de saber, literalmente falando, que toda essa falta de tempêro, falta de complemento e tantas coisitas mais te fazem pensar em como absolutamente nada do que dizem faz sentido. Nada do que eu digo faz sentido. Amor, figurinha, sexo, festa, molho de salada, bartender, gramática, radio, níveis e níveis cheios de vultos mascarados querendo nada mais nada menos que o sentido das palavras que já não mais me pertencem, de modo que meus dedos correm soltos pelo teclado na tentativa ridícula de ser mais do que eu sou. Amo muito tudo isso. Love Dearest. Don't you leave me, I'm not sick of you yet. Seu amor amando de menos tudo o que a digestão musical me permite imaginar. Suas serpentinas voando a km do chão, de velocidade não calculada e de calças abaixadas, se pelos bigodes da vida você ou qualquer outro continuam absorvendo pelas retinas os relatos de uma adolescente individada e desvairada, a saida é para o outro lado. Lado este, contrário ao lago no qual você gostaria de mergulhar. Oh,panquecas.

2 comentários:

Miojo Com Farinha­ disse...

que texto BOM O:

I! disse...

Os sem sentido sempre são os que fazem mais sentido.
As músicas também.