sábado, 27 de setembro de 2008


Não vou esquecer aquele sorriso bobo que estava na sua cara quando te levaram, aquela sua expressão de quem não sabe o que está acontecendo, mas está muito feliz por estar recebendo atenção.

“Vamos passear de carro” você deve ter pensado.

Encostei minha mão triste no vidro igualmente frio e gravei o momento na cabeça. Você não estava mais na rua, talvez estivesse na esquina, mas não adiantava mais nada. Abracei o meu irmão por um momento, ele não agüentou te ver partir, o deixei sozinho no quarto, ele não ia querer que eu estivesse lá n’uma hora assim.

A porta da sua casa você deixou aberta, abestada. Nem se deu ao trabalho de fechar, deixou um provocante “venha até aqui para fechar a porta e lembre de mim” no ar. Boba.

Quem dera n’uma daquelas tardes tomando sol você tivesse me arranhado profundo o bastante para deixar uma cicatriz. Uma cicatriz para eu olhar e lembrar do quão estúpida fui com você. Se bem que você até deixou, metaforicamente.

Desculpa, Laila. De qualquer forma.. todo mundo sabe que você vai ser mais feliz lá.


2 comentários:

I! disse...

Poxa,gata..Não se sinta mal,ela tá bem.E é,velho,você foi estúpida com ela,mas tudo bem por que ela não tem noção disso,é só uma criança espoleta que quer brincar.
Ela vai ser feliz na chácara,vai ter muito espaço pr'ela correr e se divertir.

E vocês ainda têm o Lico,né?O Gabriel é apaixonado por aquele gato..
Gabriel vai sobreviver and you all will be fine.

Bee. disse...

O que eu pensei quando deixei o Paco na minha avó foi 'ele vai pensar que eu não gosto mais dele, que eu abandonei ele', mas não é assim... ele tá achando ótimo da mesma maneira, porque tem outras pessoas cuidando e dando carinho pra ele. E é o mesmo com ela.