segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Confissão tardia

Ela nem queria, mas ele havia passado o dia com ela - em todos os seus diálogos, em seus pensamentos, em seus devaneios, tudo.

Chegou em casa, atirou as roupas sobre a cama e ligou o computador como de costume. Uma música qualquer começou alta e um barulho intruso lhe chamou atenção, uma barrinha laranja piscava frenética no canto da tela, era ele. Ela clicou na pequena barra, começaram a conversar. Conversa vai, conversa vem e ele soltou: “Deixa eu te dizer uma coisa? Eu te amo.” Ela congelou, leu e re-leu a tal frase, digerindo a informação. Tá, ele era um menino e meninos sempre vulgarizam e exageram as coisas, mas ela se sentiu muito bem mesmo assim. “Tem pessoas que nos fazem bem, né?” Mandou. “Tem sim” ele respondeu. “Você me faz bem” Os dois mandaram simultaneamente, leram e sorriram aquele sorriso, o bobo.


Um belo dia perdido nas páginas do mês de abril.

3 comentários:

Bee. disse...

E porque é que algumas pessoas fazem bem pra gente?

I! disse...

Você devia começar a me contar as coisas..Acho palhíssimo.

Lorena disse...

Oi, sou um intrusa no seu blogger e queria até passar despercebida, mas não tive como. Eu entendo o que você escreveu e odeio quando as pessoas usam e abusam dos 'Eu te amo', mesmo que você tenha a certeza insólita de que seja brincadeira, um calor no canto esquerdo da sua orelha e, ao mesmo tempo, um frio na cua barriga, alcançam seu cerébro e faz com que a dúvida vá crescendo em você.
Queria comentar que você é uma boa escritora, e que seus textos são muito intensos...